AFÉRESE TERAPÊUTICA
1.0 A aférese terapêutica consiste na retirada do sangue total de um paciente, utilizando-se de equipamentos especializados, seguida da sua separação nos vários componentes do sangue através de filtração e ou centrifugação, retenção do plasma (plasmaférese) ou de um componente celular do sangue (citaférese) e subsequente devolução dos elementos remanescentes ao paciente. A aférese terapêutica tem sido utilizada em uma variedade de patologias com o objetivo de remover um elemento patogênico e ou uma substância fisiológica presente em concentrações indesejáveis na circulação sanguínea.
1.1 A aférese terapêutica deve seguir os preceitos da medicina baseada em evidências. Tais evidências foram reunidas pela Associação Americana de Banco de Sangue e Sociedade Americana de Aférese e prescrevem a indicação de aférese para determinada patologia, classificadas em I, II, III, IV, de acordo com a sua eficácia. (tabela em anexo)
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Nível I |
A aférese é a terapêutica de escolha ou adjuvante de primeira linha; |
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Nível II |
Evidências sugerem que a aférese é eficaz como terapêutica adjuvante; |
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Nível III |
Evidencias inconclusivas sobre a eficácia da aférese ou risco/ beneficio indefinido; |
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Nível IV |
Estudos de caso ou relatos de caso mostram que aférese não é eficaz; |
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NR |
Não relatado |
1.2 O médico do banco de sangue avalia juntamente com o médico responsável pelo paciente, a indicação e a possibilidade de realização do procedimento. Levando em consideração o nível de evidência da indicação, acesso venoso, custo benefício e contra indicações relativas ao procedimento.
1.3 Contra Indicações relativas: O procedimento de aférese terapêutica não devera ser realizado, salvo se houver urgência médica nas seguintes situações:
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Insuficiência respiratória grave com comprometimento da membrana alvéolo-capilar;
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Sepse ou quadro infeccioso grave não controlado;
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Instabilidade cardiovascular de difícil controle;
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Cardiopatia congestiva, coronariopatia instável e arritmia cardíaca.
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Uso de inibidores de enzima conversora de angiotensina (ECA)
1.4 Antes do primeiro procedimento de aférese o médico solicitante devera preencher a ficha de atendimento ao paciente (FAP de aférese terapêutica) informando dados pessoais do paciente, características da doença e dados laboratoriais.
1.5 O líquido de reposiçãona plasmaférese terapêutica sera na maioria dos casos albumina a 5% reservando-se, o plasma fresco congelado nos casos de PTT e nas coagulopatias, nos casos de leucoaférese o líquido de reposição sera SF 09% e nas eritocitaférese a substituição sera feita com concentrado de hemácias.
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Complicações:
As complicações referentes ao procedimento de aférese terapêutica raramente causam óbito portanto são utilizados frequentemente em pacientes graves. A taxa de mortalidade varia na literatura, de três casos em 10.000 procedimentos a até 1 caso a cada 500 procedimentos. As complicações mais comuns que podem ocorrer devido ao procedimento são as seguintes:
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1. Infecção pelo cateter ou local da punção. |
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2. Hipocalcemia (parestesia oral, tremores, nauseas, hipotensão ou até mesmo parada cardíaca.) |
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3. Hipovolemia |
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4. Complicações decorrentes do líquido de reposição. |
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5. hemolise mecânica. |
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6. Reações alérgicas |
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Tabela de indicação de aférese terapêutica por especialidade:
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Doenças renais e metabólicas:
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Doença |
Indicação |
Categoria |
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Troca plasmática |
I |
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Adsorção seletiva |
I |
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Troca plasmática |
II |
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Troca plasmática |
II |
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Troca plasmática |
I |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
III |
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Fotoférese |
III |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
III |
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Doenças reumatológicas e autoimune
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Doença |
Indicação |
Categoria |
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Troca plasmática |
II |
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Imunoadsorção |
II |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
III |
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Imunoadsorção |
II |
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Linfoplasmaférese |
II |
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Troca plasmática |
IV |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
III |
III. Doenças hematológicas:
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Doença |
Indicação |
Categoria |
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Troca plasmática |
II |
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RBC removel (medula) |
I |
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Flebotomia |
I |
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Eritocitaferese |
II |
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Citaférese |
I |
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Troca plasmática |
I |
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Troca plasmática |
I |
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Troca RBC |
I |
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Troca plasmática |
II |
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Troca plasmática |
II |
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Troca plasmática |
II |
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Troca plasmática |
III |
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Fotoaférese |
I |
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Leucaférese |
III |
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Troca RBC |
III |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
III |
-
Doenças neurológicas
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Troca plasmática |
I |
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Troca plasmática |
I |
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Troca plasmática |
II |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
I |
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Troca plasmática |
II |
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Troca plasmática |
III |
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Imunoadsorção |
III |
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Troca plasmática |
I |
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Imunoadsorção |
III |
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Troca plasmática |
II |
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Troca plasmática |
III |
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|
Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
II |
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|
Troca plasmática |
II |
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|
Imunoadsorção |
III |
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Troca plasmática |
III |
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Troca plasmática |
II |
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Troca plasmática |
I |